quinta-feira, 7 de abril de 2011

SALMO 91

Salmo 91


Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo,

à sombra do Onipotente descansará.

Direi do Senhor:

Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nEle confiarei.



Porque Ele te livrará do laço do passarinheiro,

e da peste perniciosa.

Ele te cobrirá com as suas penas,

e debaixo das suas asas estarás seguro:

a sua verdade é escudo e broquel.



Não temerás espanto noturno, nem seta que voe de dia,

nem peste que ande na escuridão,

nem mortandade que assole ao meio dia.

Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita,

mas tu não serás atingido,



Somente com os teus olhos olharás, e verás a recompensa dos ímpios.

Porque tu, ó Senhor, és o meu refúgio,

o Altíssimo é a tua habitação.



Nenhum mal te sucederá,

nem praga alguma chegará a tua tenda.

Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito,

para te guardarem em todos os teus caminhos,

eles te sustentarão nas suas mãos,

para que não tropeces com o teu pé em pedra.



Pisarás o leão e o áspide,

calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.

Pois que tão encarecidamente me amou, também Eu o livrarei,

pô-lo-ei num alto retiro, porque conheceu o meu nome.

Ele me invocará, e Eu lhe responderei,

estarei com ele na angústia, livra-lo-ei e o glorificarei.

Dar-lhe-ei abundância de dias,

e lhe mostrarei a minha salvação.



Amém !

terça-feira, 5 de abril de 2011

SALMO 139 – DEUS REVELA QUEM SOMOS

 Javé, tu me sondas e me conheces. Tu conheces o meu sentar e o meu levantar, de longe penetras o meu pensamento. Examinas é meu andar e o meu deitar, meus caminhos são todos familiares a ti. A palavra ainda não me chegou à língua, e tu, Javé, a conheces inteira. Tu me envolves por detrás e pela frente, sobre mim colocas a tua mão. É um saber maravilhoso que me ultrapassa, é alto demais: eu não posso atingi-lo! Para onde irei, longe do teu sopro? Para onde fugirei, longe da tua presença? Se subo ao céu tu ai estás. Se me deito no abismo, aí te encontro. Se levanto vôo para as margens da aurora, se emigro para os confins do mar, aí me alcançara tua esquerda, e tua direita me sustentará. Se eu digo: “Ao menos as trevas me cubram, e a luz se transforme em noite ao meu redor”, mesmo as trevas não são trevas para ti, e a noite é clara como o dia. Sim! Pois tu formaste meus rins, tu me teceste no seio materno. Eu te agradeço por tão grande prodígio, e me maravilho com tuas maravilhas! Conheceis até o fundo de minha alma, e meus ossos não te eram escondidos. Quando eu era formado, em segredo, tecido na terra mais profunda, teus olhos viam as minhas ações e eram todas escritas no teu livro. Os meus dias já estavam calculados, antes mesmo que chegasse o primeiro. Mas, a mim, como são difíceis os teus projetos! Meu Deus, como é grande a soma deles! Se os conto são mais numerosos que areia! E, ao despertar, ainda estou contigo! Ah! Meu Deus, se matasses o injusto! Se os assassinos se apartassem de mim! Eles falam de ti com ironia, e em vão se rebelam contra ti! Não odiaria eu aqueles que te odeiam? Não detestaria eu aqueles que se rebelam contra ti? Eu os odeio com ódio implacável! Eu os tenho por meus inimigos! Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração! Prova-me, e conhece os meus sentimentos! Vê se não ando por um caminho fatal, e conduze-me por um caminho eterno.